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Análise sobre: Os planos de ação dos melhores CEOs para 2023

  • Foto do escritor: Thayana Macêdo
    Thayana Macêdo
  • 31 de jul. de 2023
  • 3 min de leitura

Lendo o artigo "Os planos de ação dos melhores CEOs para 2023" publicado pela McKinsey & Company discutindo as estratégias que os CEOs de sucesso estão adotando para lidar com os desafios emergentes em 2023. Resolvi separar pontos que achei relevantes. O artigo destaca três "sinais verdadeiros" que são considerados os mais importantes: disrupção digital, economia e geopolítica.


1. Ações para lidar com a disrupção digital: Os CEOs estão focando na disrupção digital de três maneiras principais:

Desenvolvimento de análises avançadas: As empresas estão buscando alavancar a análise avançada para obter vantagem competitiva.

Reforço da segurança cibernética: As empresas estão investindo pesadamente em mudanças relacionadas à cibernética para proteger contra ameaças cibernéticas.

Automação do trabalho: As empresas estão buscando automatizar tarefas para aumentar a eficiência e reduzir a necessidade de trabalho manual.


2. Ações para lidar com o risco de inflação elevada e retração econômica: Os CEOs estão adotando medidas para reduzir os custos e proteger o balanço patrimonial, assegurando que a empresa estará mais forte e mais enxuta quando a economia começar a melhorar.

3. Ações para lidar com a escalada de riscos geopolíticos: Os CEOs estão tomando medidas para fortalecer o compliance, criar resiliência nas redes de fornecedores e investir na capacidade de monitorar e reagir a eventos geopolíticos.


Além dessas três tendências principais, o artigo também menciona um segundo grupo de três tendências que um número significativo de CEOs sinalizou como importante: talentos, maneiras de trabalhar e mudança climática. Os CEOs estão lidando com essas áreas através de uma variedade de estratégias, incluindo foco no desempenho dos funcionários, esperando que os funcionários passem mais tempo no escritório ou com clientes em 2023, e comprometendo-se a fazer a transição para net-zero de forma ponderada. Em resumo, o artigo sugere que os CEOs de sucesso estão adotando uma abordagem proativa e estratégica para lidar com os desafios emergentes em 2023, com foco em áreas-chave como disrupção digital, economia, geopolítica, talentos, maneiras de trabalhar e mudança climática.


Para melhor entender os pontos chamados “sinais verdadeiros”, veja os exemplos práticos abaixo:


Disrupção Digital:

Desenvolvimento de análises avançadas: A fabricante de bebidas Diageo tem utilizado dados de geolocalização para personalizar e direcionar conteúdos aos consumidores, obtendo um aumento de 17% do retorno dos investimentos em mídia.

Reforço da segurança cibernética: O JPMorgan Chase tem investido bilhões de dólares em mudanças relacionadas à cibernética, desde a modernização da infraestrutura e das ferramentas para desenvolvedores até a incorporação de controles de segurança cibernética nos negócios e o treinamento de funcionários para ficarem vigilantes. Automação do trabalho: A provedora de serviços de saúde Humana reduziu a rotatividade na enfermagem alavancando tecnologias que reduzem as tarefas administrativas. O Walmart utilizou a automação em alguns centros de distribuição de comércio eletrônico para cortar pela metade o número de etapas envolvidas na remessa de produtos.


Risco de inflação elevada e retração econômica:

Cortar despesas operacionais: A General Motors, por exemplo, adotou uma abordagem mais modesta para reduzir a força de trabalho, concentrando os cortes em 500 posições assalariadas e de nível executivo, e analisando a fundo outras áreas de despesas que não envolvam pessoal

Redesenhar produtos e serviços: A empresa de produtos de beleza Shiseido, por exemplo, passou “da defesa para o ataque” realizando investimentos proativos para aumentar as receitas.

Reavaliar as premissas estratégicas e econômicas: Muitos CEOs, incluindo E. Scott Santi, CEO da Illinois Tool Works, têm agido rapidamente em suas estratégias de preços, ajustando os preços ao redor do mundo para compensar os aumentos de custos durante este que é ciclo inflacionário mais significativo dos últimos 40 anos.


Escalada de riscos geopolíticos:

Tornar o compliance mais robusto: Muitas empresas estão construindo organizações de compliance comercial e aperfeiçoando o modo como selecionam cada cliente e cada firma. A Moody’s, a agência de avaliação integrada de riscos, por exemplo, está se inclinando nessa direção para ajudar a cumprir as sanções e compreender melhor os riscos das pessoas com quem fazem negócios.

Criar resiliência nas redes de fornecedores: Os CEOs estão resolvendo possíveis pontos falhos em suas cadeias de suprimentos e trabalhando para melhorar continuamente a resiliência nessa área. Como afirmou Tim Cook, CEO da Apple, “Construímos nossos produtos em vários lugares. Existem componentes vindos de muitos países diferentes do mundo, e a montagem final ocorre em três deles – e isso apenas para o iPhone. […] Continuaremos a otimizá-lo ao longo do tempo e a modificá-lo para torná-lo melhor.”

Investir na capacidade de monitorar e reagir: Líderes de sucesso sabem que bons indicadores de alerta precoce e a capacidade de agir rapidamente durante uma crise podem transformar ameaças em oportunidades. A maior empresa de energia da Noruega, a Equinor, por exemplo, ao realizar uma avaliação de ameaças, decidiu aumentar seu estado de alerta, visto que a produção de energia da plataforma continental norueguesa é crucial para a segurança energética da Europa.


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Fonte: https://www.mckinsey.com/featured-insights/destaques/os-planos-de-acao-dos-melhores-ceos-para-2023/pt

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